Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘sociedade cultural curriola’

OgAAAJjwZSPQhVTg-3oyBptgIbuq8rm16mqUcy22DKop9qNjGlO5NHFexvFeOL-q2QAJ3afrz0lqvVF3C0LGGxoIh5MAm1T1UL07ynAw68CSEgnpBuTH-TtHrGcU

Outro dia, uma amiga que tempos não vejo – e que de certa forma exerceu grande influência no meu modo atual de agir e pensar -, em tom de ironia, ou aviso, disse-me que não acreditava em grupos, que não aventava sequer a possibilidade deles existirem. Entendo seus motivos, e, mais do que isso, sei que essa opinião é fruto de sua personalidade um tanto que impaciente. Bem, não quero julgar o mérito da questão, mas dizem por aí que grupos somente existem por conveniências, de todos os tipos, e tão logo elas acabem, os tais grupos deixam de existir. Como eu disse, não quero julgar o mérito da questão, porém, mesmo sendo parte de um grupo – a famigerada SOCIEDADE CULTURAL CURRIOLA, sei que o laço maior que nos une enquanto grupo é a amizade que temos um pelo outro; amizades em diferentes níveis, aliás; e algum tipo de vontade de fazer o que nós fazemos: escrever, atuar, filmar e compor. Pois bem, o quero dizer é o seguinte:

Marco é o meu irmão gêmeo, apesar dos abundantes pêlos e dos seus 1,90, ou algo como isso. Foi o primeiro com quem tive contato, foi minha paixão ao primeiro silêncio (ele consegue ser o único a não me constranger com silêncio, porém um dos poucos que consegue embaraçar-me com sua discrição), e, como já disse a ele, o melhor fazedor de poemas entre nós.

Josué é o cara que mete medo em todo mundo; em outros tempos, o que carregava inconveniência no bolso (e já disse várias vezes isto a ele, mas como elogio), dizendo coisas que tinham a incrível capacidade de nos fazer repensar grandes conceitos mesmo sendo chulices das mais baixas, daquelas que nós adoramos. Ele é o que mais produz; e sua música é cada vez melhor!

José Antonio, mais conhecido como Zé, é um daqueles Freaks de seriado americano, ou de algum filme lado b dos 80, figura magnífica, cuja amizade não é deveras próxima, mas por quem tenho apreço enorme. Homem capaz de desenhar traços simples, e, ao mesmo tempo, escrever textos de total extravagância.

Bruno é o meu compositor favorito ultimamente, me sinto feliz em está tocando com ele, sinto-me como quase um krist Novoselic (perdoem-me a comparação). Ele namorou durante 3,4 anos uma das minhas melhores amigas e durante esse período não trocamos muitas palavras, mas agora que tiramos o atraso e ele, para minha alegria, se importa bem mais com certas coisas que também me dizem respeito, estamos numa boa, numa ótima!

Raquel é minha, e eu, dela! E isso já diz tudo.

Fabio é um puto! Poderia parar aqui e isso já diria tudo sobre Fábio, mas como ele precisa, e merece, atenção (I Love you, man! Rsrs), algumas palavras: ele tem as idéias, as imagens mais originais que escuto de gente próxima, e não apenas uma ou duas, mas quase todas; um músico de classe, que escapa sempre – quando quer – do óbvio; ele só tem aqueles probleminhas, que Jeanne, sua namorada, deve conhecer melhor que ninguém: desatenção e preguiça crônica, para escrever nem se fala – procure disciplinar-se, rapaz, já ta na hora…

Jeanne é a única pessoa capaz de fazer uma roupa da “POP SHOW” (credo!) parecer visualmente bonita, pela beleza que lhe é, e pela beleza que ela dá à roupa, sempre!

Cha chado (Richardson, para os não íntimos) é o cara! Ele já deve ter ouvido isso várias vezes, e é verdade; ele inventa um monte de projetos para dar sentido a sua inquietação, bela inquietação – misto de revolta e vontade. Ele é o idealizador e principal realizador da maioria das coisas que fazemos em grupo, foi ele que disse que existia a tal SOCIEDADE CULTURAL CURRIOLA e desde então existimos, ou fingimos existir (e mais uma vez, eu não quero entrar no mérito da questão). Em suma, se ele disser que irá fazer “aquilo ou isso outro”, eu irei com ele porque sei que ele irá fazer, e não apenas dizer que irá fazer.

Alex é o drug líder por sua sagacidade, o cara que consegue as melhores tiradas ever, é uma melhor que outra, sempre tem algo mais que ele pode e diz, as pessoas querendo ouvir ou não, uma mistura de sinceridade (para o que tem que ser – por isso ele é o mais mais de nós todos) com esperteza espontânea; fora que tem textos lindos (pena que não o leio muito, e nem sei se ele é muito freqüente na escrita) e disponibiliza-nos, de quando em vez, filmes maravilhosos.

Rayra foi a última com quem tive contato, e o que deu pra perceber, ou receber dela até agora é esse tal desespero apaixonado (necessário, sob medida, a qualquer um que se meta com arte) com que ela trata as coisas, os seus escritos e parte de sua vida.

Não poderia deixar de citar Dácia e Igor, que mesmo não fazendo parte disso tudo, são grandes influências para mim. Dácia pelo embate de idéias não declarado que há entre nós, apesar das muitas concordâncias; porém cada vez mais ela se situa em uma ponta e eu em outra dos processos intelectuais, mas ela sabe que é a pessoa que mais me provoca no mundo, enfim, nosso relacionamento é um processo, complexo…  Igor é o cara que se mantém em contato com todos e ao mesmo tempo com ninguém, tendo plena convicção do que faz, do que escreve, das idéias que tem, e, por isso, prefere se fazer por si, eu o respeito por isso! E, de todos, o que me abriu os olhos para mais possibilidades de escrita.

As influências dessas pessoas no que faço e no que vivo são óbvias, não preciso numerá-las, portanto. Sou grato a cada um pela influência e amizade; todos têm seus deslizes, e sei parte deles, mas ninguém é perfeito, e não me interessa julgar ou apontar o que não gosto nos outros, prefiro ficar com o que há de bom. Se somos um grupo?! Tanto faz, eu só sei que vou continuar admirando cada um deles pelo que são e pelo que fazem, mesmo não sabendo, por mim…

Anúncios

Read Full Post »