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Posts Tagged ‘o resto do mundo’

Preciosidade from Burnett

Conheci a obra de Lago Burnett pelo meu querido Josué Brandão, em 2005 ou 2006, não lembro. Aprofundei este conhecimento enquanto pesquisava para minha monografia na ‘falecida’ Biblioteca Benedito Leite* ano passado; lá, tive o prazer de lê-lo in loco, digo, ler seus textos diretamente dos jornais que circulavam entre 1940 a 1960 (época abrangida pela minha pesquisa) – coisa fina.

Desde então tenho comprado tudo que é livro escrito por Burnett, inclusive os de poesia, pois descobri, através deste texto, que sua qualidade literária ultrapassava os limites do jornalismo.

Um dos livros que tomei posse foi “A língua envergonhada e outros escritos sobre comunicação jornalística” de 1976, que reúne algumas crônicas publicadas em diversos diários cariocas entre 60 e 70. E foi nesse livro que encontrei o poema incomum que é mote do texto que estou a escrever, uma preciosidade. Retirado da crônica “Um modelo de simplicidade”, publicada originalmente no jornal “Última Hora” em 06.11.73 – isto:

A uma santa

Tu és o quelso do pental ganírio

Saltando as rimpas do fermin calério

Carpindo as taipas do furor salírio

Nos rúbios calos do pijom sidério.

És o bartólio do bocal empírio

Que ruge e passa no festim sitério,

Em ticoteios do pártamo estírio

Rompendo as gambas do hortomogenério

Teus lindos olhos que têm barcalantes

São cameçúrias que carquejam lantes,

Nas carvas chusmas de nival oblôneo.

São carmentórios de um carcê metálio,

Nas duas pélias por que pulsa obálio,

Em vertimbráceas do pental perôneo.


Lago Burnett credita o poema a Luís Lisboa, sobre quem não discorre.

O poema em si é bonito e interessante pelo o que nele há de feio e tosco. Impossível entender quase todas as palavras utilizadas no soneto; os fonemas sem nexo algum não ajudam muito no ritmo e no prazer da leitura. Mas esse é justamente o motivo que me fez ver nele tanta beleza. Peça única. Segundo a pesquisa de Burnett, construído assim intencionalmente.

Lago Burnett, junto com Tribuzi, Gullar, Lucy Teixeira, Nauro, entre outros, ‘fundou a literatura moderna no Maranhão’, mudou-se jovem para o Rio de Janeiro, e lá construiu sua respeitada carreira como jornalista. Sua obra é vasta, e para quem gosta de ler e escrever: um prato cheio. Esse texto existe mais pelo meu interesse e admiração por Burnett-homem-das-letras do que pelo curioso poema acima descoberto por ele.

* A Biblioteca Pública Benedito Leite foi interditada em agosto do ano passado, infelizmente, e por pura falta de interesse do Estado em conservar um dos maiores acervos de jornais e obras raras do Brasil. Estagiei na biblioteca durante quatro meses de 2008, e pude comprovar o quão valioso é o acervo de lá. Obras incríveis que nos dizem muito sobre nossa fundação e história, e outras singularidades desde 1612 – de tratados e documentos oficiais a diários e cartas de pessoas comuns do Maranhão passado, enfim, um total descaso ela ainda continuar fechada e sem previsão de reabertura ao público pesquisador.

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FINADA ELEONORA

Finada Eleonora

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DÍVIDA PAGA!

Alguém já deve ter dito que a falta de memória é o primeiro sinal de que uma cultura é caduca.

Escritores, poetas, jornalistas, políticos, rebeldes, humanistas… é possível numerar a quantidade de pessoas que só são rememorados ou mesmo conhecidos por nós através dos monumentos, pontes, prédios, praças e ruas que levam seus nomes. Tomemos o caso maranhense, por exemplo; quantos de nós, habitantes dessa terra de tanta história, lembramo-nos ou sequer conhecemos a vida e obra de gente como João Lisboa, Franklin de Oliveira, Rossini Corrêa, Mário Meirelles, Lucy Teixeira, Lago Burnett, Odilo Costa filho, Bandeira Tribuzi?!

Há 2 anos, quando comecei a pensar a respeito do tema de minha monografia (que será defendida pelo curso de História na UFMA no fim do ano – com ajuda dos deuses e demônios) não imaginei que estaria hoje tão entusiasmado com o que tenho descoberto a respeito dos ilustres homens e mulheres que viveram aqui em São Luís nas décadas de 40 a 60 do século passado (especifico esses anos pois formam o limite temporal de minha pesquisa). Em verdade, nem achei ser possível encontrar no Maranhão gente tão bem disposta intelectualmente, e, mais que isso, gente tão comprometida com sua cidade, com nossa cidade.

Bandeira Tribuzi

Quando iniciei minha pesquisa, o tema que pretendia estudar fundamentava-se basicamente na obra e vida do maior artista popular maranhense: João do Vale, sua relação com  centro cultural do país nos anos de auge do reconhecimento do seu trabalho, bem como sua relação identitária com o povo do Maranhão. Mas, depois de algumas dificuldades de ordem metodológicas (foram poucos as fontes encontradas para a sustentação de um trabalho historiográfico), o professor Wagner Cabral da Costa, orientador do meu estudo, sutilmente, através de algumas conversas e alguns empréstimos (inclusive de sua fundamental dissertação de mestrado intitulada “Sob o signo da morte” que versa a respeito das oligarquias vitorinista e sarneysta que determinaram politicamente o Maranhão de quase todo o século XX; um livro que merece especial atenção devido ao estudo que engendra e devido a forma como fora escrito) sugeriu-me uma outra alternativa: pesquisar a produção cultural ludovicense, suas ligações políticas e reverberações na sociedade da década de 60. Entrei no clima, e cá estou eu a falar de todos os grandes que não conhecia até outro dia, até outro dia mesmo!

TRIBUZI

De cara, interessou-me muito a história do senhor Bandeira Tribuzi, que além de ser nome de ponte e fundador do maior jornal do estado (“que ignorância a minha, meu deus”), foi um dos grandes intelectuais que um dia tivemos: o homem atuou em tudo quanto é área – foi poeta de mão cheia, economista de formação, jornalista atuante e contestador, participou do governo do Maranhão na década de 60 e 70, tendo especial destaque pelo grande conhecimento técnico e administrativo responsável por importantes obras no estado, e um dos maiores entusiastas da cultura em São Luís, e isso tudo sem nunca ter sido demagogo ou prepotente, afirmam sem medo os que o conheceram.

Tribuzi formou-se em Lisboa e voltou para o Maranhão no período da segunda guerra mundial, na bagagem trouxe nada mais nada menos que Fernando Pessoa, Maiakovski, Drummond, Sá-Carneiro, Garcia Lorca, etc, para um ambiente completamente não moderno em se tratando de literatura (basta observar que nos jornais da época, e até mais adiante, já no meio dos anos 60, a maior parte dos textos publicados ainda tinha como principal vertente poética o parnasianismo, datado do século XIX). Só este fato já traduz a importância de Tribuzi para São Luís, tanto que Ferreira Gullar, um dos maiores expoente da literatura moderna no Brasil, numa passagem do livro “Pela cidade do homem” de Rossini Corrêa, diz que em sua experiência literária o nome de Bandeira Tribuzi está ligado à descoberta da poesia moderna.

“A MESA

A mesa tem somente o que precisa
para estar, circundada de cadeiras,
fazendo parte da vida familiar
entre alimentos, flores e conversa.

Escura mesa gravemente muda
que, parecendo alheia a quanto a cerca,
encerra no silêncio toda a ciência
da idade desdobrando gerações.

olho de cerne, comovido e frio!
indiferente coração parado
entre o grito infantil e o olhar cansado.

Mistério de madeira rodeado
por cadeiras, lembranças, utensílios,
e um leve odor de tempo alimentício “

(Bandeira Tribuzi)



Mas ele ainda fez mais, muito mais.

Tribuzi fundou e dirigiu revistas (Malazarte – 1948 e A ilha – 1949) e Jornais (Jornal do Dia, O Estado do Maranhão, Jornal do Povo, A Cidade,) participou das movimentações seminais em torno da literatura no Maranhão (as discussões do Centro Cultural Gonçalves Dias e do grupo de artistas que se reuniam na Movelaria Guanabara na Praça João Lisboa, ambos situados na década de 40, foram os mais importantes deles) foi grande incentivador e crítico das produções artísticas locais, foi participante ativo das reivindicações sociais da época, relacionadas principalmente a economia, educação e à questão agrária no estado. Enfim, foi um homem admiravelmente incansável até sua morte em 8 de setembro de 1977, no aniversário da cidade onde nasceu e escolheu viver, e cujo  hino, em sua homenagem, é uma de suas louvações a São Luís musicadas.

tribuz

Bandeira Tribuzi e José Sarney (amigos de longa data), São Luis, 1948

Escolhi falar especialmente de Bandeira Tribuzi neste post por causa de sua especial ligação com a cidade em que nós nascemos e vivemos, pois ele, mesmo sabendo das dificuldades que acometem quem aqui vive, não titubeou em nenhum momento em estabelecer-se nela e fazer por ela o que pudesse.

…o que eu quero dizer é que vejo isto muito mais como coragem do que qualquer outra coisa!

Só para exemplificar o que eu digo: no mês passado, ao ser flagrado em um sebo comprando uma antologia de Tribuzi, o poeta Nauro Machado    disse-me, com toda convicção de sua lúcida velhice, que Bandeira Tribuzi é um dos poetas mais injustiçados da gerção de 45, por tudo o que envolve sua obra e vida.

Deixei de falar de muitos, mas para quem se interessar, aqui  alguns textos  do exclente blog “fantasia exata” sobre os caras que “fizeram” o Maranhão como Tribuzi:

Lago Burnett

Franklin de Oliveira

Sobre Bandeira Tribuzi

“Pela cidade do homem (uma interpretação de Bandeira Tribuzi)” de Rossini Corrêa. Edições UFMA: São Luis-Ma, 1982

“Memória e iconografia de Bandeira Tribuzi” de Carlos Cunha. Tipo Editor: Rio de Janeiro, 1979

“Esferas Lineares” de Nauro Machado. Edições SECMA: São Luís, 1996

Blog Alguma Existência sobre os 6o anos da publicção do primeiro livro de Tribuzi

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Like a velvet glove cast in iron

No geral, não cultivo interesse algum por HQs, quadrinhos, comics, mangás ou o que valha, por isso mesmo sequer quero entrar na discussão em relação ao valor artístico que possam ter, o que a meu ver nem é muito inteligente já que definir limites para a Arte sempre foi tarefa quase impossível… o negócio é o seguinte:

Tem um tal de Daniel Clowes que é simplesmente foda, mas  não vou me estender em falar sobre o cara pois o que não falta é informação a respeito dele.

luva-de-veludo

Ricardo Netto, que sempre foi amigo dos mais prestativos, deu-me para ler uma HQ do Dan Clowes que se chama “Como uma luva de veludo moldada em ferro” publicada no Brasil pela Conrad, aceitei o empréstimo com pouco entusiasmo, mas confiando que me seria uma leitura agradável. E foi não apenas agradável como uma experiência daquelas que nos marcam para sempre. Lembro-me que, antes de me emprestar o livro, Ricardo disse,

“bicho, quando tu terminar de ler esse livro, tu vai começar a ver as pessoas de outro jeito, elas vão te parecer como os personagens da estória”

Exatamente assim.

E nunca nada na minha vida se cumpriu com tanta certeza!

A estória do livro é nada linear e por isso não me atrevo a tentar torná-la entendível aos que ainda não a leram; o que posso dizer é que ela é repleta de referências a cultura pop, piadas ácidas, críticas veladas (ás vezes nenhum pouco) e substanciais a vida contemporânea; os desenhos são muito bem acabados e revelam o estilo marcante do autor – o legal é que apesar de ser uma HQ (e aqui revelo todo o meu preconceito sobre quadrinhos e equivalentes), o teor literário do livro é de alto nível, junção perfeita entre desenho e literatura! Mas o que mais me chamou atenção foram os personagens, os desenhos surreais que os representavam – como diz o outro, sente só o drama:

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O louco é que depois do livro, comprovando o que Ricardo me disse, as pessoas na rua me pareceram, e me parecem cada vez mais, completamente diferentes do que outrora eu via; ás vezes, sinceramente, acho que eu estou vivendo a estória do livro, ou pior, sinto que os personagens estão saltando para a realidade… Na fila do banco, no ônibus lotado, no cinema, até mesmo em casa, eu vejo pessoas com os mesmo traços disformes  da HQ, sensação das mais estranhas!!!

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Digo que ter lido  Like a velvet glove cast in iron foi uma experiência  marcante pois, depois dele, mudei totalmente a forma de ver as pessoas, tentando encontrar nelas algo que não veria normamelmente: uma falha, um aspecto singular, uma deformidade,  o que é quase doentio e bem íntimo, enfim…

Consequentemente, através do Clowes, comecei a pesquisar algumas HQs e descobri algum interesse, ainda que pouco.

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Mr. Moustache (?!)

Enquanto o senhor bigode tenta se defender no senado…

José Sarney e Bandeira Tribuzi, anos 60.

José Sarney e Bandeira Tribuzi, anos 60.

Foto clássica e – quase – nojenta do presidente do senado; retirada do livro  “Memória e Iconografia de Bandeira Tribuzi” (Tipo Editor;  Rio, 1979) do poeta e jornalista Carlos Cunha.

Minha pesquisa monográfica tem revelado grandes achados,  em um próximo post escreverei sobre um deles.

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Outro dia, uma amiga que tempos não vejo – e que de certa forma exerceu grande influência no meu modo atual de agir e pensar -, em tom de ironia, ou aviso, disse-me que não acreditava em grupos, que não aventava sequer a possibilidade deles existirem. Entendo seus motivos, e, mais do que isso, sei que essa opinião é fruto de sua personalidade um tanto que impaciente. Bem, não quero julgar o mérito da questão, mas dizem por aí que grupos somente existem por conveniências, de todos os tipos, e tão logo elas acabem, os tais grupos deixam de existir. Como eu disse, não quero julgar o mérito da questão, porém, mesmo sendo parte de um grupo – a famigerada SOCIEDADE CULTURAL CURRIOLA, sei que o laço maior que nos une enquanto grupo é a amizade que temos um pelo outro; amizades em diferentes níveis, aliás; e algum tipo de vontade de fazer o que nós fazemos: escrever, atuar, filmar e compor. Pois bem, o quero dizer é o seguinte:

Marco é o meu irmão gêmeo, apesar dos abundantes pêlos e dos seus 1,90, ou algo como isso. Foi o primeiro com quem tive contato, foi minha paixão ao primeiro silêncio (ele consegue ser o único a não me constranger com silêncio, porém um dos poucos que consegue embaraçar-me com sua discrição), e, como já disse a ele, o melhor fazedor de poemas entre nós.

Josué é o cara que mete medo em todo mundo; em outros tempos, o que carregava inconveniência no bolso (e já disse várias vezes isto a ele, mas como elogio), dizendo coisas que tinham a incrível capacidade de nos fazer repensar grandes conceitos mesmo sendo chulices das mais baixas, daquelas que nós adoramos. Ele é o que mais produz; e sua música é cada vez melhor!

José Antonio, mais conhecido como Zé, é um daqueles Freaks de seriado americano, ou de algum filme lado b dos 80, figura magnífica, cuja amizade não é deveras próxima, mas por quem tenho apreço enorme. Homem capaz de desenhar traços simples, e, ao mesmo tempo, escrever textos de total extravagância.

Bruno é o meu compositor favorito ultimamente, me sinto feliz em está tocando com ele, sinto-me como quase um krist Novoselic (perdoem-me a comparação). Ele namorou durante 3,4 anos uma das minhas melhores amigas e durante esse período não trocamos muitas palavras, mas agora que tiramos o atraso e ele, para minha alegria, se importa bem mais com certas coisas que também me dizem respeito, estamos numa boa, numa ótima!

Raquel é minha, e eu, dela! E isso já diz tudo.

Fabio é um puto! Poderia parar aqui e isso já diria tudo sobre Fábio, mas como ele precisa, e merece, atenção (I Love you, man! Rsrs), algumas palavras: ele tem as idéias, as imagens mais originais que escuto de gente próxima, e não apenas uma ou duas, mas quase todas; um músico de classe, que escapa sempre – quando quer – do óbvio; ele só tem aqueles probleminhas, que Jeanne, sua namorada, deve conhecer melhor que ninguém: desatenção e preguiça crônica, para escrever nem se fala – procure disciplinar-se, rapaz, já ta na hora…

Jeanne é a única pessoa capaz de fazer uma roupa da “POP SHOW” (credo!) parecer visualmente bonita, pela beleza que lhe é, e pela beleza que ela dá à roupa, sempre!

Cha chado (Richardson, para os não íntimos) é o cara! Ele já deve ter ouvido isso várias vezes, e é verdade; ele inventa um monte de projetos para dar sentido a sua inquietação, bela inquietação – misto de revolta e vontade. Ele é o idealizador e principal realizador da maioria das coisas que fazemos em grupo, foi ele que disse que existia a tal SOCIEDADE CULTURAL CURRIOLA e desde então existimos, ou fingimos existir (e mais uma vez, eu não quero entrar no mérito da questão). Em suma, se ele disser que irá fazer “aquilo ou isso outro”, eu irei com ele porque sei que ele irá fazer, e não apenas dizer que irá fazer.

Alex é o drug líder por sua sagacidade, o cara que consegue as melhores tiradas ever, é uma melhor que outra, sempre tem algo mais que ele pode e diz, as pessoas querendo ouvir ou não, uma mistura de sinceridade (para o que tem que ser – por isso ele é o mais mais de nós todos) com esperteza espontânea; fora que tem textos lindos (pena que não o leio muito, e nem sei se ele é muito freqüente na escrita) e disponibiliza-nos, de quando em vez, filmes maravilhosos.

Rayra foi a última com quem tive contato, e o que deu pra perceber, ou receber dela até agora é esse tal desespero apaixonado (necessário, sob medida, a qualquer um que se meta com arte) com que ela trata as coisas, os seus escritos e parte de sua vida.

Não poderia deixar de citar Dácia e Igor, que mesmo não fazendo parte disso tudo, são grandes influências para mim. Dácia pelo embate de idéias não declarado que há entre nós, apesar das muitas concordâncias; porém cada vez mais ela se situa em uma ponta e eu em outra dos processos intelectuais, mas ela sabe que é a pessoa que mais me provoca no mundo, enfim, nosso relacionamento é um processo, complexo…  Igor é o cara que se mantém em contato com todos e ao mesmo tempo com ninguém, tendo plena convicção do que faz, do que escreve, das idéias que tem, e, por isso, prefere se fazer por si, eu o respeito por isso! E, de todos, o que me abriu os olhos para mais possibilidades de escrita.

As influências dessas pessoas no que faço e no que vivo são óbvias, não preciso numerá-las, portanto. Sou grato a cada um pela influência e amizade; todos têm seus deslizes, e sei parte deles, mas ninguém é perfeito, e não me interessa julgar ou apontar o que não gosto nos outros, prefiro ficar com o que há de bom. Se somos um grupo?! Tanto faz, eu só sei que vou continuar admirando cada um deles pelo que são e pelo que fazem, mesmo não sabendo, por mim…

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