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Archive for agosto \27\UTC 2010

Conheci o trabalho do Go Home Productions, que é o nome do projeto do Dj britânico Mark Vidler, através de um link do Régis Tadeu, que além de ser um dos jurados de calouros no programa do Raul Gil, tem uma coluna sobre música   no portal Yahoo.  Pois bem. Antes de tudo, vamos ao som do projeto (que como irão ver, não é bem “do” projeto) :

O que mais me chamou atenção nesse projeto – ponto principal de uma velha discussão a respeito de música pop – é que, em um nível não muito profundo, tudo que foi feito desde o surgimento do rock, tudo, meio que se equivale musicalmente; diferem as pessoas, os contextos, a emoção causada, a preponderância comercial, a criatividade, etc. (e isso já é muito), mas ainda são as mesmas notas, acordes, continuam as mesmas harmonias. Não quero, de maneira nenhuma, dizer que Beatles equivale por completo ao A-ha, o que quero dizer é que os processos pelos quais essas bandas se fazem existir estão dentro de um conjunto de possibilidades limitadas, tanto de formato como de conteúdo – mas aí vão me perguntar: mas todo tipo de produção artística não está fadada a essa limitação?! e eu respondo: Fato! Mas a questão principal não é essa. A questão principal (e essa é tão velha quanto nós) é: se já sabemos disso tudo, por que diabos nós continuamos a querer criar?

Nesse sentido, John Cage foi um dos poucos na música que disse não à limitação, mas, com isso, disse não à própria música:

PS: só quero alertar que a reflexão proposta inclui uma série infindável de argumentos filosóficos, históricos, sociológicos etc, etc, etc… e eu nem  tenho cabedal, nem tenho paciência para alongar a discussão nesses termos. Falo do ponto de vista de quem faz música, de quem vai continuar a fazer.

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Estava vendo o novo post da série (muitofoda) versões no blog de Pataugaza quando olhei para o lado, onde estão os links de blogs, e cliquei neste  aqui. Vasculhando achei um link para download dessa maravilha.

Raimundos marcou os anos 90 no Brasil; marcou os meus anos 90, pelo menos. Escutava os caras direto. Conheci a banda quando tinha 13. Junto com Nirvana, formaram meu gosto musical na adolescência. Me lembro que em 99 (ou 2000, não sei ao certo) os caras vieram a São Luís tocar em uma casa de show na forquilha, onde hoje é a Igreja Universal. Era a época do Só no Forevis, disco que corou o Raimundos como a maior banda brasileira da década. Como disse, tinha 13 anos, e não poderia ir sozinho ao show, e meu pai também não quis me levar; mas soube que foi histórico. Menos de 2 anos depois a banda acabou, apesar de ainda continuar em atividade – Rodolfo, compositor/vocal/guitarra e membro mais emblemático dos Raimundos, converteu-se ao protestantismo, logo em seguida abandonou a  banda: para todos que gostam da banda, ali foi o fim.

Hoje, Rodolfo, que sempre foi um letrista dos mais criativos, cuja imaginação ultrapassava a lógica da vida comum, é pastor da insólita (para não dizer mais)  Igreja Bola de Neve.

Aqui vos deixo com a genial Comic  do Angeli  baseado na letra verídica  e sensacional de  “Puteiro em João Pessoa”.

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