Feeds:
Posts
Comentários

Archive for maio \24\UTC 2010

No último post do ano passado , entre outras coisas, falei que tinha entrado em uma nova banda formada pelos, agora, amigos Tiago Pinhead, Serjão e Kiko, que além de serem grandes músicos, são pessoas das mais divertidas que já encontrei por aqui.

Pois bem, o nome da banda é VELTTENZ, e relembrando o post citado, disse que ela ia me dar muitas alegrias esse ano: está dando, e como!

Gravamos duas músicas até agora, com o mais que produtor Adnon Soares no estúdio do próprio: Casa Louca. As duas músicas estão aqui, e em breve estarão também no EP que pretendemos lançar até setembro. Por enquanto tudo indo bem para que isso aconteça.

Nesse primeiro semestre fizemos três apresentações, todas muito divertidas. Em uma delas, seguindo a cartilha rock n’ roll, arrebentei com tudo, inclusive com meus dedos, que, por causa de uma palheta quebrada, foram obrigados a dar sangue, literalmente, pela apresentação:

Blood is Rock - sangria dos meus dedos na minha querida telecaster

Ontem tocamos no Rockada : fest organizado pela Basarone Produções do incansável Bavu. Fizemos um show sucinto, músicas nossas em maioria, como tem que ser. Uma delas, ainda sem nome, foi gravada pela minha pequena Raquel. O audio tá estourado porque minha câmera é ruim mesmo; enfim, vale pelo registro.

Read Full Post »

É Velltenz porra!

Read Full Post »

Preciosidade from Burnett

Conheci a obra de Lago Burnett pelo meu querido Josué Brandão, em 2005 ou 2006, não lembro. Aprofundei este conhecimento enquanto pesquisava para minha monografia na ‘falecida’ Biblioteca Benedito Leite* ano passado; lá, tive o prazer de lê-lo in loco, digo, ler seus textos diretamente dos jornais que circulavam entre 1940 a 1960 (época abrangida pela minha pesquisa) – coisa fina.

Desde então tenho comprado tudo que é livro escrito por Burnett, inclusive os de poesia, pois descobri, através deste texto, que sua qualidade literária ultrapassava os limites do jornalismo.

Um dos livros que tomei posse foi “A língua envergonhada e outros escritos sobre comunicação jornalística” de 1976, que reúne algumas crônicas publicadas em diversos diários cariocas entre 60 e 70. E foi nesse livro que encontrei o poema incomum que é mote do texto que estou a escrever, uma preciosidade. Retirado da crônica “Um modelo de simplicidade”, publicada originalmente no jornal “Última Hora” em 06.11.73 – isto:

A uma santa

Tu és o quelso do pental ganírio

Saltando as rimpas do fermin calério

Carpindo as taipas do furor salírio

Nos rúbios calos do pijom sidério.

És o bartólio do bocal empírio

Que ruge e passa no festim sitério,

Em ticoteios do pártamo estírio

Rompendo as gambas do hortomogenério

Teus lindos olhos que têm barcalantes

São cameçúrias que carquejam lantes,

Nas carvas chusmas de nival oblôneo.

São carmentórios de um carcê metálio,

Nas duas pélias por que pulsa obálio,

Em vertimbráceas do pental perôneo.


Lago Burnett credita o poema a Luís Lisboa, sobre quem não discorre.

O poema em si é bonito e interessante pelo o que nele há de feio e tosco. Impossível entender quase todas as palavras utilizadas no soneto; os fonemas sem nexo algum não ajudam muito no ritmo e no prazer da leitura. Mas esse é justamente o motivo que me fez ver nele tanta beleza. Peça única. Segundo a pesquisa de Burnett, construído assim intencionalmente.

Lago Burnett, junto com Tribuzi, Gullar, Lucy Teixeira, Nauro, entre outros, ‘fundou a literatura moderna no Maranhão’, mudou-se jovem para o Rio de Janeiro, e lá construiu sua respeitada carreira como jornalista. Sua obra é vasta, e para quem gosta de ler e escrever: um prato cheio. Esse texto existe mais pelo meu interesse e admiração por Burnett-homem-das-letras do que pelo curioso poema acima descoberto por ele.

* A Biblioteca Pública Benedito Leite foi interditada em agosto do ano passado, infelizmente, e por pura falta de interesse do Estado em conservar um dos maiores acervos de jornais e obras raras do Brasil. Estagiei na biblioteca durante quatro meses de 2008, e pude comprovar o quão valioso é o acervo de lá. Obras incríveis que nos dizem muito sobre nossa fundação e história, e outras singularidades desde 1612 – de tratados e documentos oficiais a diários e cartas de pessoas comuns do Maranhão passado, enfim, um total descaso ela ainda continuar fechada e sem previsão de reabertura ao público pesquisador.

Read Full Post »

Curta do amigo Denis Carlos, que além de baterista dos melhores – toca na Gallo Azhuu, e comigo na Eleonoa F. – tem bom gosto e faz filme.

Então, larga mão de ser preguiçoso e vá assistir ao filme; vai ser de graça no cine praia grande, dia 28 de maio.

Read Full Post »

VELTTENZ

Read Full Post »