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Archive for agosto \27\UTC 2009

UMA PAIXÃO INVENTADA II

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A VIAGEM

eu fui por impulso, como se em uma batida que se repete alucinadamente, perdido o controle ou coordenação sobre mim, eu fui; sem nada no bolso além de dinheiro suficiente para chegar e sair; sim, pois, ainda que na impulsividade, não poderia perder o senso a respeito da sobrevivência em mundo de sobreviventes, principalmente quando distante daquilo que já conhecido: meu mundo de ocupações tolas e seguranças inúteis… família, amigos, trabalho, cidade.

e os sonhos, o que são?!

esse negócio de fugir não é comigo, a minha viagem é outra; eu só busco o desejado, e a minha inércia é desejo em estado de maturação. portanto, só – e apenas só! – sairia por impulso, e não por qualquer outro motivo, apesar de dinheiro suficiente nunca ser demais.

o princípio de tudo é outro lado, o de fora; nem mesmo eu sei o que há dentro de mim, se há dentro de mim… o lado de fora é que é o princípio de tudo! eu tinha que ver, cheirar, comer, gozar o que me era só informação virtualizada, quando muito, simulada. precisava ocupar-me de coisas que me fizessem perceber a beleza nas coisas que me ocupavam.

e os que sonham, o que são?!

eu fui, como se em uma batida alucinadamente repetida, entre rastros, desistências, esquecimentos, desejos, novidades e sonhos, alucinadamente…

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CARTA ABERTA AOS QUE FAZEM ROCK EM SÃO LUIS

Em abril, realizou-se no circo da cidade, o BALAIADA ROCK, festival que pretendia marcar uma nova etapa dos shows de rock em São Luís, organizado por pessoas de diversas bandas locais. Não acompanhei nenhuma das reuniões que a organização do festival fez na Praça Gonçalves Dias, menos por desinteresse do que por certas reservas que tenho no que diz respeito a esse negócio de cena e movimento, gostaria de ter ido a pelo menos uma dessas reuniões para saber o que estava sendo discutido, mas acho que conseguí saber mais ou menos o que se passava acompanhando o blog, o myspace e o Orkut do festival. Enfim.

Não quero fazer qualquer tipo de crítica ao festival, até porque vi bandas legais tocando no dia em que fui. Só gostaria de saber se o movimento em torno do festival parou. Parece-me que os festivais lá no Espaço Catarina Mina também foram organizados pelo mesmo pessoal, mas, se isso é verdade, não foram muito além do que o BALAIADA fez, ou seja, tudo continua a mesma coisa, a virada que eles pretendiam fazer não aconteceu. Realizou-se também o UNDERFEST recentemente e tivemos a prova de que com boa organização o público comparece, mas pergunto: quando teremos de novo um show legal com bandas que tocam som próprio? Queria saber isso, pois São Luis não pode ser sufocada por Cover e Metal; que eles existam, tudo bem, principalmente como tem sido feito, com produções legais, com bandas de fora e tudo, mas que apenas eles existam, e de forma organizada e bem feita, é quase como injusto com as outras bandas que fazem som que fogem dessas linhas. Como falei, tenho muitas reservas a respeito desse papo de cena, por diversos motivos, mas achei válido a idéia do BALAIADA; primeiro por ser mais um espaço para que bandas de diferentes sonoridades toquem, segundo por ter como produtores os próprios caras das bandas, organizando tudo, procurando apoio e divulgando, isso demonstra que, de alguma forma, apesar das divergências de estilo, vale a pena se unir (não quero dizer que essa seja “a” solução, mas pode ser uma das…).

Todo mundo sabe que São Luís, apesar de ser capital de Estado, é periferia no Brasil, longe o suficiente dos centros culturais e políticos do país para não ser notado em coisa alguma. Para quem gosta e quer fazer rock aqui é lastimoso o estado de nossa cidade, são raros os shows de bandas de renome de outros estados, ou mesmo menores, se não fossem os valorosos esforços dos caras do metal isso daqui seria mais lastimoso ainda. As próprias bandas ludovicenses não tocam, já que não existem espaços próprios para que elas toquem. É certo que temos festivais pequenos que botam algumas delas em atividade, mas, além de serem poucos, não ocorrem com frequencia, e eu devo acreditar que isso decorre das dificuldades de se organizar um festival todo mês, dificuldades de toda ordem, principalmente financeira.

“Todo mundo já está cansado de saber isto tudo o que foi dito”, dirão os que me leem.

Certo, isso é verdade!

E eu estou escrevendo este texto justamente para dar algumas idéias que possam melhorar a situação para as bandas de rock de São Luís, idéias que podem ser, talvez, ruins, irrealizáveis, ingênuas, que outras pessoas já tiveram, destinadas ao fracasso e etc, mas que pretendem, pelo menos, fazer com que outros se animem a ajudar o rock e a música do maranhão no geral, que está tão carente de novidades, e faz tempo.

  • Pelo que todos sabem, o que falta em São Luís é o que existe em larga escala em algumas cidades do Brasil que levam o Rock a sério: lugares em que seja habitual banda de Rock tocar. Ou seja, tornar o rock cotidiano. Tirando o finado “Castelo do Rock” acho que nunca houve em São Luís um lugar onde o Rock fosse habitual. Não haverá público de Rock não havendo esses lugares, apenas haverá apreciador de Rock, mas não público de Rock – uma coisa é consequência da outra. A idéia então seria criar esse lugar onde fosse habitual banda de rock tocar, tornando, portanto, habitual a ida do público para vê-las. E tenho até uma sugestão de onde poderia ser esse lugar. O Anfiteatro do Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, que, pelo que vi, organizando um evento lá, não é difícil conseguir o espaço, basta fazer um projeto com ofício anexado, definindo datas e objetivo do projeto e mandar para a diretoria de lá. Lugar acessível, e conhecido por quase todos na cidade.

  • Como já disse, e todos sabem também, outro problema em São Luís é a freqüência dos shows e festivais que temos por aqui. Um show ou festival a cada 2, 3 meses é muito tempo para as muitas bandas que existem aqui, dessa forma não tem como mantê-las em atividade, e pior, não tem como o público se habituar a ouvi-las, ou mesmo, conhecê-las. Por isso, uma idéia que era conseguir o espaço no Anfiteatro do Odylo para fazer um evento que pudesse se realizar a cada 2 ou 3 vezes em um mês, nas sextas ou sábados, dependendo das datas liberadas pela diretoria do Odylo. E seria importante decidir datas fixas e horários fixos para a realização do evento (exemplo: primeira e terceira sextas no mês, das 19 às 22hrs) em que tocariam 3, 4 bandas, de diferentes estilos e de som próprio, nunca cover, pois se queremos criar algo novo forte e próprio em se tratando de circuito de shows e festivais, devemos partir de nós mesmos, bandas ludovicenses, e não dos outros, mesmo porque já tem um evento fixo para bandas covers muito bem organizado pela Vibe Cover Zone.

  • Outro problema já apontado anteriormente diz respeito ao monopólio de sons e bandas (talvez monopólio seja palavra muito forte, mas não encontro palavra melhor) que existe nos shows de rock locais. Não dá mais para ir a evento com bandas de apenas um estilo, ou ir a evento onde são sempre as mesmas bandas que tocam, nada contra estilos ou bandas, mas é preciso dar oportunidade a outras bandas que estão por aqui, escondidas, esperando oportunidades para tocar (seria legal fazer um banco de dados de bandas, a organização do BALAIADA parece que fez isso, não tenho certeza se funcionou). Fugir da história de panelinha seria bom, não só para as bandas como para o público, que poderia ver outros tipos de som dentro do rock. Então, juntar bandas de diferentes estilos num evento de certa freqüência tornaria muito mais interessante o Rock em São Luis.

  • E por fim, o mais difícil: que as bandas e os que se propõe a fazer rock em São Luis tenham o mínimo de saco possível para se aguentar uns aos outros e fazer algum esforço para juntos conseguirmos montar um evento legal que bote as bandas para tocar fazendo com que o público as conheça. Posto isto tudo, digo: se arranjássemos um lugar onde pudéssemos realizar um evento de certa frequência, com bandas de diferentes estilos de rock, teríamos que correr atrás das coisas necessárias para a realização do evento, como o fizeram a organização do BALAIADA, principalmente, divulgação e um som legal, coisas que, ao meu ver, não seria difícil conseguir, visto que cada banda poderia ajudar com alguma coisa: uma com mesa de som, outra com instrumento, outra com cubos, outra com microfones, etc; e a divulgação seria mais fácil ainda, já que temos a nosso favor a internet e o velho conhecido boca-a-boca, que fazem muita diferença num lugar tão pequeno como São Luis

Penso que melhor seria, para o objetivo de criar o hábito de shows de rock aqui na cidade, com bandas boas e público melhor ainda, realizar um evento em um lugar aberto e de fácil localização como no Anfiteatro do Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, por um motivo básico: a presença do público seria quase que garantida, pois só dependeria da vontade das pessoas de assistirem a um show de rock (e, lógico, da qualidade e empenho das bandas em fazer com que as pessoas tenham essa vontade) já que o lugar é aberto, que todos conhecem e muito movimentado, não se teria mais aquela desculpa que muitos dão para não ir a show de rock: “pagar uma grana para ver banda desconhecida”; dessa forma acabaríamos com dois problemas: um: o público não pagaria nada, dois: com a frequenica dos shows as bandas se tornariam conhecidas do público (só pra constar, lembro-me de já ter visto alguns eventos naquele local como o lançamento da demo da Torre de Papel, e alguns shows pequenos de bandas locais, sempre lotado). Para compensar todo o esforço, poderíamos pensar em fazer um festival maior, como o BALAIADA, a cada 4 meses de realização desses menores, já criado o hábito e um público certo que já conhecesse o som de grande parte das bandas, disposto, em tese, a dar uma grana para ver banda de som próprio, em um lugar fechado, como no Circo da Cidade, que fosse pago e onde o dinheiro conseguido pudesse servir de ajuda de custo para as bandas que tocassem nesse festival – um cachê, que pudesse servir para as despesas, sempre muitas, das bandas.

É importante dizer que todas essas idéias partem do principio de que todos ajudem e façam valer o esforço, a única exigência, então, seria o comprometimento com o rock por parte dos que se envolverem, aí poderemos separar, de verdade, os que querem fazer a coisa acontecer dos que querem apenas brincar de roqueiros achando que ter banda é somente um grande passo na corrida por popularidade entre garotas e amaciamento do ego.

PS: os interessados que queiram discutir e, principalmente, botar em prática as idéias, entrem em contato: phsm29@hotmail.com, 88799161, 3581309.

Paulo Henrique Moraes

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Mr. Moustache (?!)

Enquanto o senhor bigode tenta se defender no senado…

José Sarney e Bandeira Tribuzi, anos 60.

José Sarney e Bandeira Tribuzi, anos 60.

Foto clássica e – quase – nojenta do presidente do senado; retirada do livro  “Memória e Iconografia de Bandeira Tribuzi” (Tipo Editor;  Rio, 1979) do poeta e jornalista Carlos Cunha.

Minha pesquisa monográfica tem revelado grandes achados,  em um próximo post escreverei sobre um deles.

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